A ameaça não chegou em forma de grito.
Chegou em forma de recado.
A mãe de Manuela estava na varanda lateral da casa pequena que ficava perto do pomar quando o homem apareceu. Não entrou no terreno. Não levantou a voz. Apenas parou do lado de fora da cerca, como quem passa para perguntar algo banal.
Ela o reconheceu antes mesmo de enxergar direito o rosto.
O corpo reagiu primeiro. O estômago revirou. As mãos começaram a suar.
— A senhora sabe que vila pequena tem muita conversa — disse ele, com