O cavalo começou a suar antes que alguém percebesse o que estava errado. Luca estava na baia do fundo, conferindo selas e cabrestos, quando o som das patas raspando o chão chamou a atenção. Levantou o rosto e viu o animal favorito de Nazaré girar dentro do espaço apertado, as narinas abertas, o flanco tremendo.
— Ei, calma aí… — murmurou, aproximando-se devagar.
O cavalo tentou morder o vazio, bateu o casco na madeira, o olho branco de dor aparecendo num relance. Luca sentiu o estômago apertar.