Camila estava na cozinha quando ouviu a frase. Não vinha carregada de intenção, nem de malícia. Veio solta, cotidiana, quase doméstica demais para o estrago que causou.
— Essa aí… quase casou com o patrão.
Nazaré disse enquanto dobrava um pano de prato, o olhar distraído, como quem comenta o tempo ou o ponto do café. Só depois percebeu o silêncio que caiu pesado demais.
Camila parou com a mão apoiada na pia. Não deixou o copo cair. Não levou a mão ao peito. Não fez nada que denunciasse o impact