Rafael nunca gostou de gente demais dentro do próprio escritório. A porta pesada vivia quase fechada, os papéis alinhados como trincheira, e até a família sabia que aquele era território onde se entrava pouco e se perguntava menos. Naquela manhã, porém, foi ele quem abriu espaço.
— Vem comigo — disse para Camila.
Ela o seguiu pelo corredor impregnado de café e tensão, sentindo que o rastro de sangue encontrado na cerca pesava menos do que o jeito como ele andava, decidido. Quando atravessaram o