Camila vinha se segurando num fio desde a mensagem anônima, o pedaço de tecido na cerca sul, o alerta disparando no meio da madrugada e Rafael voltando para o quarto cheirando a diesel e perigo. Dormir ali com ele ao lado e o filho entre os dois criara uma ilusão de abrigo, mas a ilusão não aguentava o peso do que sabia: o passado dos pais, o ódio do caminhoneiro, o possível cúmplice escondido em alguma oficina esquecida, a foto do portão, a frase cruel sobre “limpar a sujeira”.
Naquela tarde,