Camila não esperou Rafael terminar a conversa com Nicolás; tampouco esperou pela ordem, pelo aval ou pelo controle dele, porque havia um fogo antigo queimando por dentro, algo que não nascia do medo nem da desconfiança, mas da indignação crua diante do nome que aparecera repetidas vezes nos registros. Luna Villalba. Aquela mulher sofisticada, temperamental, bipolar e manipuladora tinha colocado o pai de Camila de joelhos no passado, e agora tentava destruir a filha dele usando o mesmo método — sabotagem, distorção, insinuação, sombras criadas em lugares onde ninguém consegue provar nada.
Era suficiente para Camila sentir o sangue correr com mais força.
Ela saiu da sala de arquivos com passos firmes, atravessando o corredor antigo da Hacienda, e ignorou a voz de Rafael chamando seu nome atrás dela; ouviu apenas a ordem abafada de “não saia daí”, mas o corpo dela não obedeceu e continuou caminhando, como se cada músculo soubesse o caminho antes da própria mente. Havia memórias demais ec