Camila acordou com uma claridade diferente entrando pela fresta da cortina. Por um segundo, quase esqueceu de bilhete, empresa de logística, caminhoneiro fantasma. Só pensou em café e no filho respirando pesado no berço ao lado da cama. Depois lembrou do recado colado na cerca e da marca Mena & Filhos na parede da clínica.
Rafael já não estava no quarto. O relógio marcava pouco depois das oito. Ela se levantou devagar, checou o bebê, ajeitou a manta e chamou um dos seguranças da porta para carregar o berço portátil até a varanda lateral, aquela que Ingrid tinha liberado para “banho de luz controlado”.
Encontrou Rafael ali, camisa dobrada nos antebraços, xícara na mão, celular sobre a mesa. Esteban falava baixo alguns passos atrás.
— Pensei que você tivesse reunião eterna com o delegado — Camila comentou, aproximando-se.
— Ele saiu de madrugada. — Rafael puxou a cadeira para ela. — Mas deixou recado: vai passar o dia inteiro em cima dos contratos da Mena & Filhos.
Camila sentou, o bebê