Rafael desligou e voltou para o quarto. Encontrou Camila sentada, mexendo distraída no celular. Ela ergueu o olhar na mesma hora.
— E então?
Ele se aproximou e sentou na borda da cama.
— As duas vítimas tinham ligação indireta com o nosso setor. Uma de bar que vendia quase só Villalba, outra de distribuidora que trabalha com a gente.
— Então não é paranoia minha — ela disse. — Isso está se aproximando demais.
— Por isso mesmo, a partir de hoje, nenhuma mulher grávida da nossa rede volta sozinha para casa. A empresa vai organizar transporte e segurança.
— E eu?
— Você vai ter guarda na porta. Sempre.
Camila fez uma careta.
— Guarda o tempo todo, Rafael? Eu já me sinto presa.
— Prefiro que você se sinta presa do que virar estatística no jornal.
— Você acha mesmo que o assassino vai subir até aqui, passar pela Ingrid, pelo Nicolás e por metade dos seguranças só para me matar?
— Se for só um serial killer aleatório, talvez não. Se tiver dedo de gente que quer me atingir usando você, sim.