Por um instante, Alessandro apenas me fitou da soleira da porta, imóvel. As sombras do corredor projetavam-se ao redor dele como se até a luz tivesse medo de se aproximar. Eu respirei fundo, tentando entender se era mesmo real — o homem que jurara que não voltaria, agora de pé, diante de mim.
Meus dedos trêmulos apertaram o tecido do cardigã.
— O que está fazendo aqui? — perguntei, voz rouca.
Ele não respondeu de imediato. Apenas deslizou o olhar pelo meu rosto, como quem memorizava cada traç