Carlotta estava fora de si. Gritava tanto que a voz se quebrava, e o ar parecia carregado com sua fúria.
— Isso não pode estar acontecendo! É um roubo! — vociferava, agitando os braços com tanto desespero que os criados da casa se olhavam entre si sem saber se a ajudavam ou se escondiam.
Seu rosto, normalmente impecável e altivo, estava decomposto. A maquiagem borrada lhe dava um ar quase grotesco, mas ela nem percebia. Avançava sobre os cobradores, tentava detê-los com insultos, com ameaças,