O peito de Henry se encheu e ficou assim, paralisado, enquanto aquela boca tão perto da sua bagunçava seus pensamentos. Nunca a tinha visto daquela cor, como uma cereja vermelha, pequena, úmida…Antes, Rebecca tinha sido a presença suave das manhãs: cortesias, silêncios comedidos, aquela submissão calculada para não incomodar, para agradá-lo. Agora, tão perto, tinha o mesmo cheiro de sempre, parecia a mesma de sempre… mas vibrava de outro jeito: desafiadora, controlada, com uma segurança que o mordia como um cachorro raivoso. Por um segundo, procurou a mulher que achava conhecer, e ficaram se olhando, como se a tensão entre os dois fosse um fio que puxava ambos.Então, atrás deles, ouviu-se um pigarro incômodo: Julie Ann. Ela, com a mão apoiada na barriga, chamou a atenção de Henry com um comentário desconfortável.— Está estrangulando ela por telepatia? — perguntou Julie Ann em tom suave, mas com o alerta claro nos olhos.— Ui, de jeitos que você não ia gostar, querida! — sorriu R
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