Olho pela janela do carro, acompanhando as luzes da cidade passarem em borrões dourados, enquanto tento, em vão, organizar o turbilhão de emoções dentro de mim.
É inútil.
Quanto mais tento entender… mais tudo se embaralha.
Solto um suspiro baixo, quase imperceptível, e desvio o olhar por um instante, observando meu pai ao meu lado. Ele está completamente concentrado no celular, o semblante sério, distante… como se aquela noite fosse apenas mais um compromisso comum.
Mas não é.
Para mi