Capítulo 4

O relógio marcava uma e trinta da madrugada… e o sono simplesmente não vinha. Viro de um lado para o outro na cama, os lençóis já bagunçados, o corpo inquieto demais para encontrar descanso. Fecho os olhos por alguns segundos, tentando forçar minha mente a desacelerar, mas é inútil. A única coisa que vejo… são aqueles olhos verdes intensos, me encarando como se ainda estivessem ali, como se ainda estivessem sobre mim.

Solto um suspiro irritado, passando a mão pelo rosto, mas isso só piora. Porque junto com a lembrança do olhar… vem o toque. Por um instante, parece real demais — como se suas mãos ainda estivessem ali, deslizando pela minha pele, explorando cada parte com aquela calma perigosa, despertando sensações que eu nunca experimentei antes. Engulo em seco, sentindo meu corpo reagir apenas com a memória, o coração acelerando contra o peito.

Droga.

Gael é meu futuro cunhado… e eu já tive um momento intenso demais com ele. Eu não sabia. Não fazia ideia de quem ele era, não imaginei isso em momento algum… e mesmo assim aconteceu. E agora estou aqui, presa dentro da casa dele, com a mente completamente dominada por algo que nunca deveria ter acontecido.

Levanto-me da cama de uma vez, incapaz de continuar ali. Meus pés tocam o chão frio, trazendo um mínimo de realidade para aquele turbilhão dentro de mim. Caminho até a porta, respirando fundo, tentando me recompor, tentando simplesmente… parar de pensar nele. Giro a maçaneta com cuidado e abro a porta lentamente. O corredor está silencioso, mergulhado na penumbra, iluminado apenas por luzes fracas que deixam sombras longas pelas paredes. Tudo ali parece mais perigoso àquela hora, mais íntimo… mais propício para erros.

Dou um passo para fora.

E então—

Tudo acontece rápido demais.

Uma mão cobre minha boca com firmeza, abafando qualquer som antes mesmo que eu consiga reagir. Meu corpo é puxado para trás com força, contra algo sólido… quente. Um arrepio violento percorre minha espinha, o coração dispara de imediato, e o ar simplesmente desaparece dos meus pulmões.

A porta se fecha com um som seco atrás de mim.

E antes mesmo de precisar ver…

eu já sei exatamente quem é.

Tiro a mão dele da minha boca com um movimento rápido, o empurrando para longe de mim antes que aquele contato volte a me afetar mais do que já deveria.

— Sai do meu quarto agora! — falo em um tom baixo, controlado, mesmo que meu coração ainda esteja disparado, para que ninguém escute.

Ele não se move.

Nem um passo sequer.

— Eu pretendo sair… só mais tarde, mon amour — a voz dele ecoa grave no quarto, carregada daquela calma irritante, como se estivesse completamente confortável ali… como se aquele também fosse o quarto dele.

Solto um suspiro pesado, desviando o olhar, tentando não me perder de novo naquela presença que parece ocupar espaço demais. Caminho até a cama e me sento, passando a mão pelos cabelos, sentindo a tensão acumulada pulsar em cada pensamento.

— Você sabia… — começo, minha voz saindo mais baixa, mas firme — sabia que eu ia ser esposa do seu irmão… e mesmo assim fez o que fez comigo.

As palavras pesam no ar.

Acusação.

Verdade.

Levanto o olhar para ele.

Gael passa a mão pela nuca, num gesto raro de descontração, e então apoia as costas na parede, cruzando os braços como se estivesse se preparando para uma conversa que já esperava ter.

— Meu irmão não é o homem bom que mostra ser — ele diz, sem hesitar, o tom sério, diferente de antes. — Vai por mim… você ainda vai me agradecer por ter adiado o máximo possível pra pensar bem antes de assinar esse contrato.

Franzo levemente o cenho.

Aquilo não soa como provocação.

Soa… real.

Mas não muda nada.

— Eu não sou como você — respondo, balançando a cabeça, sentindo um aperto crescer no peito. — Eu não tenho escolha. Eu tenho que assinar.

Minha voz falha quase imperceptivelmente no final.

Porque é a verdade.

E nós dois sabemos disso.

Por um instante, o silêncio toma conta do quarto.

Pesado.

Denso.

Gael solta um suspiro baixo, desviando o olhar por um breve segundo, como se estivesse tentando controlar algo dentro dele… algo que não costuma deixar escapar.

E quando volta a me encarar…

não é mais só provocação.

É outra coisa.

Mais perigosa.

— Não gostou do que fiz com você, mon amour? — ele questiona, dando um passo na minha direção, a voz baixa, provocativa, como se já soubesse a resposta.

Meu corpo reage antes da minha mente.

— Não importa o que eu goste — murmuro, tentando sustentar firmeza, mesmo sentindo meu coração acelerar a cada centímetro que ele se aproxima. — A partir de hoje, estou em uma relação com seu irmão.

As palavras saem mais como uma tentativa de me convencer… do que a ele.

Gael faz uma leve careta, como se aquilo não tivesse peso algum para ele.

— Uma relação contratual — ele retruca, sem hesitar, a voz carregada de desdém. — Não existe amor nisso.

Ele se aproxima mais.

Perto demais.

E então, sem pedir, sem hesitar… se ajoelha à minha frente.

O movimento é lento, calculado, quase íntimo demais.

Minhas mãos se tensionam sobre o tecido do vestido quando sinto suas mãos tocarem minhas pernas, firmes, seguras, subindo devagar até alcançarem minha cintura. O toque dele não é apressado… é consciente, como se quisesse que eu sentisse cada segundo.

Cada detalhe.

Minha respiração falha.

— O que você quer? — pergunto, a voz mais baixa do que deveria, traindo o efeito que ele ainda tem sobre mim.

Um sorriso de lado surge nos lábios dele.

Perigoso.

Convicto.

Seus olhos verdes encontram os meus, intensos demais para desviar.

— Acho que você sabe exatamente o que eu quero — ele diz, a voz suave… mas carregada de intenção.

E o pior…

é que eu sei.

Antes que eu pudesse reagir, os lábios de Gael se encontram com os meus. Deslizo meus dedos pela sua nuca, intensificando nosso beijo. Meu corpo treme quando sinto ele apertando a minha cintura. Gael abandona meus cabelos, descendo para meu pescoço.

— Comment peux-tu être aussi délicieuse ? — Ele fala.

— O que você falou? Que idioma é esse? — Pergunto com dificuldade, sentindo meu corpo arrepiado com seu toque.

Escuto sua risada, ele olha para mim e dá um leve carinho em meus cabelos.

— É francês, meu amor! — Ele diz.

Gael tirou sua camisa, deixando seus músculos expostos, veias saltadas. Mordo os lábios, sentindo vontade de tocar nele. Como se lesse minha mente, ele pega minha mão e leva até seu peitoral.

— Você pode me tocar à vontade, mon amour. Eu sou todo seu! — Ele diz.

Gael sobe por cima de mim, passo minhas mãos por suas costas, passando delicadamente minhas unhas na pele dele. O mesmo solta um suspiro, e beija meu pescoço.

Suas mãos vão até as laterais do baby Doll que estou usando e começa a puxar para cima, tirando completamente do meu corpo.

Estou sem sutiã, tenho esse velho hábito que dormir sem. Meus seios ficam expostos a ele e vejo o olho dele brilhar quando me vê.

— Você é linda! — Sussurro.

Ele passa a língua levemente pelo bico do meu seio, ergo minhas costas querendo que o contato não acabe.

— Gael! — Gemo.

— Baixo, meu amor. Ainda não posso ter o privilégio de te ouvir gritando meu nome! — Ele diz.

Ainda! Esse ainda mexeu comigo.

Nossas roupas saíram do nosso corpo mais rápido do que foram colocadas. Meu corpo vibra sentindo o contato de nossas peles sem nenhuma barreira, como se nossos corpos de ligassem um no outro.

Gael sabe onde me beija, onde me tocar. Suas mãos seguram meus pulsos e colocam minhas mãos acima da minha cabeça.

Quando sinto sua extensão entrando em mim, gemo. Gael coloca a mão na minha boca.

— Queitinha, mon amour! — Ele sussurra.

Passo as pernas ao redor do seu quadril. Gael começa um ritmo acelerado, fazendo-me perder a cabeça sentindo o prazer que ele está me dando.

Arranho suas costas, querendo sentir ele cada vez mais. Gemo incontrolavelmente e sua mão se mantém na minha boca, abafando meus gemidos.

Gael também parecia estar se controlando para não emitir nenhum tipo de som. Quando chegamos no clímax, ele dá mais alguns investidas e sai de dentro de mim, se deitando do meu lado.

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