O quarto está mergulhado na escuridão quando acordo assustada.
O ar não entra nos meus pulmões direito.
Meu coração bate tão rápido que chega a doer.
E antes mesmo de perceber—
Um grito escapa da minha garganta.
Sento na cama bruscamente, respirando desesperadamente enquanto tento entender onde estou.
Mas ainda consigo sentir.
As mãos do meu pai me segurando.
O açoite.
A dor.
A voz dele dizendo que eu precisava aprender.
Levo as mãos até os braços, tremendo inteira.
— Helena!
A porta do quarto