O vento frio da noite cortava minha pele, mas nada se comparava à tempestade dentro de mim. Meus pés batiam contra a calçada molhada, e cada passo ecoava no silêncio das ruas vazias. Eu não sabia ao certo para onde estava indo. Meu corpo apenas seguia em frente, como se fugir fosse a única opção.
Meu coração ainda pulsava forte dentro do peito, e a lembrança do olhar de Andrew cravado em mim como uma lâmina ardia mais do que a marca da mão de Laura em meu rosto. Eu deveria estar acostumada com