Bridget observava a mansão Tulipa Azul como se estivesse atrás das grades de um castelo dourado. Por fora, tudo era requinte. Por dentro, sufoco. Gustavo estava cada vez mais exigente — e controlador.
Naquela manhã, ele apareceu sem avisar, trazendo flores e um sorriso ensaiado.
— Arrume suas coisas — disse com voz baixa, mas firme.
— O quê?
— Você vai passar mais tempo no meu apartamento. Não quero você longe de mim. Lá estaremos sozinhos, sem interferências. Já mandei preparar tudo.
Ela gelou.