SAVANA
A manhã nasceu clara, como se a fazenda tivesse decidido me dar boas-vindas com um novo fôlego. A claridade atravessava as cortinas improvisadas que eu tinha pendurado com prendedores de roupa e pintava o quarto com uma luz dourada. Respirei fundo, sentindo o ar frio da manhã preencher meus pulmões, tão diferente da poluição e do barulho constante da cidade.
Por um instante, me permiti ficar deitada, ouvindo apenas os sons do campo. O galo ainda se fazia ouvir, insistente como sempre. Os