120. CONTINUAÇÃO
Não era medo o que sentia, ou pelo menos era isso que me repetia uma e outra vez numa tentativa de silenciar o tremor interior que me invadia. Mas a verdade era que o enredo familiar dos Balarte começava a incutir-me um terror que não podia — nem queria — ignorar. Recordava com clareza as palavras de Dinora, a falecida esposa do meu irmão, que costumava dizer que os Balarte eram descendentes do próprio Satanás. Cada vez que os mencionava, a sua voz entrecortava-se e os seus olhos dilatavam-se d