Victor respirou fundo, apoiando os cotovelos nos joelhos, com o olhar perdido no chão. Quando finalmente ergueu a cabeça, a voz saiu mais baixa, carregada de sinceridade:
— Eu também não sei, Rayra... não sei quem eu sou direito. Desde que me separei, vivo em oscilações de depressão. Um dia eu tô bem, no outro parece que nada faz sentido.
Fez uma pausa, com os olhos marejando, mas sem deixar as lágrimas caírem.
— Eu gosto de você... não só como mulher, mas como pessoa. Me identifico, te admiro.