O silêncio dentro do galpão durou poucos segundos.
Poucos.
Mas foi o suficiente pra eu sentir aquela sensação estranha no peito.
Errado.
Tava tudo errado.
A chuva continuava batendo forte no telhado de metal enquanto os homens recolhiam armas e verificavam os corpos espalhados pelo chão.
Henrique falava alguma coisa no rádio.
Fabiano limpava o sangue do braço com expressão irritada.
E eu ainda segurava a arma na mão.
Respiração pesada.
Tentando entender por que meu coração não desacelerava.
Ent