Por alguns segundos, nenhum de nós se moveu.
Ficamos apenas nos olhando.
Ali.
No meio daquele galpão.
Depois de tudo o que tínhamos vivido.
Depois da guerra.
Depois da morte de Fabiano.
Depois da partida de Rafael.
Depois de tantos sentimentos escondidos.
Tantas palavras engolidas.
Tantos silêncios.
Daniel continuava parado ao lado do trator.
E eu continuava parada perto da entrada.
Como se ambos tivéssemos medo de que qualquer movimento quebrasse aquele momento.
Então ele sorriu novamente.
Peq