O cheiro de cigarro já tinha impregnado o escritório inteiro.
Cinco da manhã.
E eu ainda não tinha dormido.
A mansão permanecia silenciosa desde o enterro do Fabiano, mas não era um silêncio normal.
Era pesado.
Doente.
Como se aquela casa tivesse perdido a própria alma.
Olhei mais uma vez os papéis espalhados sobre a mesa.
Fotos.
Nomes.
Rotas.
Ligações.
Henrique entrou no escritório devagar.
O rosto cansado denunciava que ele também não dormia fazia horas.
Fechou a porta atrás dele.
E aquilo ba