Samira desligou o celular e já se levantou.
O gesto era automático. Decidido. De quem não pensa duas vezes quando a filha chama.
— Vou arrumar a mala. — disse, indo direto para o quarto.
Silvia piscou, entendeu tudo… e já estava de pé.
— Vou com você.
Samira parou por um segundo. Virou devagar.
— Silvia, dessa vez é diferente. — A voz saiu baixa, grave. — Não é só confusão. É tradição, honra, família. É uma tormenta.
Silvia cruzou os braços. O olhar firme, antigo, de quem já atravessou coisa pi