Ana
O ar na sala de reuniões parecia ter sido sugado por um vácuo. Ana sentia o carpete áspero contra suas costas, uma textura que agora parecia queimar sua pele. Acima dela, Rodrigo não era mais o colega de trabalho ou o homem ambicioso que ela conhecia; ele era uma força de natureza predatória, pesada e inevitável. O silêncio da empresa, que antes sugeria produtividade e foco, transformara-se em um isolamento sufocante. Não havia ninguém nos corredores. Nenhuma secretária no telefone. Apenas