Os dias passaram devagar, como se o tempo também estivesse se recuperando da febre. O corpo de Helena ainda doía. Às vezes as pernas fraquejavam. Mas ela estava viva — e isso já era mais do que a sorte costumava oferecer.
Marina passava de manhã para checar os curativos e deixar algum caldo morno, feito de água e cascas de legumes. Os irmãos pareciam mais atentos, mais colados a ela. Lara dormia com a mão entrelaçada na dela. Juliano não a deixava sair da barraca sem avisar onde ia. Keven canta