Era uma tarde de domingo quando Marina apareceu na entrada do lixão, de vestido simples e limpo. Trazia um sorriso aberto e uma sacola nas mãos.
— Vamos tomar um café lá em casa? Levei pão de queijo ontem. Minha mãe tá louca pra ver vocês. Vai ser bom.
Helena hesitou, mas bastou olhar para os irmãos — sujos, cansados, famintos por algo novo — para concordar com um aceno.
A caminhada foi curta, mas parecia atravessar dois mundos.
O cortiço era uma construção velha, estreita, paredes descascadas