Sérgio Moratti
A noite em São Paulo tinha aquele tom de grafite úmido, mas dentro daquelas quatro paredes, o espectro de cores era outro. O apartamento da Tessa, que antes eu via como um exílio para o meu filho, tinha se tornado o meu único porto seguro.
Depois do incidente no restaurante, o trajeto de volta foi carregado de uma eletricidade que eu não conseguia, e não queria, dissipar. Mas, ao abrirmos a porta, o caos corporativo e as ameaças que fiz ao Marcus Viana foram substituídos pelo so