Sara Ventura
Se a vida é uma sucessão de decisões estratégicas, atravessar a ponte que separa os Jardins da Vila Madalena naquela manhã de sábado foi, talvez, a manobra mais simbólica que já realizei. Eu, que passei décadas acreditando que o mundo se resumia ao eixo corporativo de São Paulo — onde o asfalto é liso e as fachadas são de vidro temperado —, estava agora no banco do passageiro de um SUV carregado de fraldas, mantas e uma ansiedade que nenhum IPO jamais me causou.
No banco de trás,