Elena Fontes
O trajeto de volta do Jardim Botânico foi um borrão de luzes e sombras. O banco de couro do carro blindado parecia menos frio do que de costume, ou talvez fosse apenas o calor que ainda emanava do meu rosto, onde a mão de Alexandre Moretti havia pousado por breves segundos. Eu olhava pela janela, mas não via a Marginal Pinheiros ou o fluxo caótico de São Paulo. Eu via os olhos dele.
Ele sabe sobre o Eli.
Essa frase ecoava na minha mente como um sino pesado. Durante dois anos, eu