Sérgio Moratti
O copo de uísque à minha frente era o meu único amigo, e ele era um traidor de marcar maior. Eu já estava na quarta dose, ou talvez na sexta, eu perdi a conta no momento em que as linhas de código da Global Nexus começaram a dançar diante dos meus olhos, rindo da minha incapacidade de quebrá-las.
O bar era um buraco sofisticado no Itaim, o tipo de lugar onde o gelo é esculpido à mão e o silêncio custa caro. Mas nenhum silêncio era profundo o suficiente para abafar a voz da Te