Sara Ventura
O som do silêncio no quarto da maternidade era diferente de qualquer silêncio que eu já tivesse experimentado em uma sala de reuniões ou na quietude do meu escritório nos Jardins. Era um silêncio vivo, pulsante, preenchido pelo ritmo quase imperceptível da respiração de um ser que, até poucas horas atrás, fazia parte do meu próprio corpo.
Eu estava exausta. Uma exaustão que não vinha de noites em claro analisando fusões ou fechando trimestrais, mas uma fadiga hercúlea que parecia