Tessa Martins
O silêncio que se seguiu à proposta do Sérgio não foi preenchido pelo som da cidade ou pelo movimento dos outros pais ao nosso redor. Foi um silêncio interno, uma cacofonia de vozes na minha cabeça tentando processar o absurdo daquela realidade. Sérgio Moratti, o homem que respirava luxo e algoritmos de alta complexidade, estava se oferecendo para dividir o meu cotidiano comum, os meus boletos, o meu espaço limitado e a rotina exaustiva de uma criança de quatro anos.
Eu olhei par