Sebastian Viccari
O som dos passos de Dante e Aurora ecoando para longe foi o som mais doloroso que já ouvi. Eu queria correr, queria derrubar os seguranças, queria gritar que ela não pertencia àquele silêncio forçado. Mas eu fiquei parado. Eu prometi a Stella que jogaria pelas regras agora. E as regras exigiam que eu enfrentasse o cão de guarda ferido que ficou para trás.
Alexandre Moretti não se moveu. Ele estava parado a poucos metros de mim, sob a luz fria do museu, as veias do pescoço saltadas, a mão direita tremendo de ódio. Ele não via um homem ali; ele via o vírus que infectou a sua família.
— Você acha que venceu, não é, Viccari? — a voz de Alexandre era um sussurro perigoso, carregado de um veneno que ele vinha destilando há anos.
Ele deu um passo à frente, invadindo o meu espaço pessoal. Eu não recuei.
— Você a envolveu nos seus jogos imundos, você destruiu o noivado dela, você a expôs diante de toda a Europa — Alexandre sibilou, os olhos injetados. — Se você chegar p