Aurora Moratti
O jantar prosseguia com uma polidez que me sufocava, até que a orquestra mudou o tom, iniciando uma valsa que parecia flutuar pelas galerias de mármore do museu. Alistair, percebendo o olhar inquisidor de meu pai e a expectativa silenciosa de seus próprios pais, inclinou-se em minha direção.
Ele estava pálido, e notei que a mão que ele estendeu para mim tremia imperceptivelmente.
— Aurora — disse ele, com aquela voz aveludada que sempre usava para aplacar as tensões sociais.