O carro parou em frente à casa, mas nenhum dos dois se mexeu. O motor já estava desligado, e o silêncio dentro do carro parecia carregado de tudo o que havia acontecido até ali.
Dandara olhava para frente, sem realmente enxergar. Estava consciente apenas do próprio corpo: o coração acelerado, a respiração ainda descompassada e a sensação do beijo que permanecia em seus lábios.
— Chegamos — disse ela, em voz baixa.
Mesmo assim, não abriu a porta.
Bernardo também não respondeu. Pela primeira vez,