CLARA
O som das sirenes e das vozes dos policiais preenchia o ar, mas para mim, tudo parecia um borrão distante. Estávamos do lado de fora da cabana, sentados no banco de trás da viatura, enquanto os paramédicos faziam o curativo no braço de Henrique. O céu estava começando a clarear, uma linha fina de luz surgindo no horizonte, e pela primeira vez em dias, senti que talvez estivéssemos realmente livres daquele pesadelo.
Henrique estava quieto, seu olhar perdido no movimento dos policiais ao re