CLARA
O ar dentro da cabana parecia pesado, sufocante. A escuridão ao nosso redor era quebrada apenas pela fraca luz da lanterna que Henrique segurava, sua mão trêmula, mas determinada. Eu podia sentir o pânico crescendo dentro de mim, mas sabia que não havia tempo para ceder ao medo. Eles estavam lá fora, e, a qualquer momento, poderiam tentar entrar.
O som de passos do lado de fora ecoava pela noite, cada movimento me fazia enrijecer. Era impossível dizer quantos eram, mas sabíamos que pelo m