CLARA
O som ensurdecedor do tiro ecoava no quarto, misturado com o cheiro acre de pólvora que parecia invadir o ar. Meus ouvidos zumbiam, e minha respiração estava descontrolada, mas o que mais me incomodava era o silêncio repentino que veio depois. O homem que eu havia atingido estava caído no chão, o corpo imóvel, e a visão dele ali, deitado de costas, me paralisava. Nunca imaginei que estaria nessa situação, com uma arma nas mãos e o pânico consumindo cada parte do meu ser.
Minhas mãos tremi