CLARA
O abraço de Henrique era tudo o que eu precisava naquele momento. Seus braços ao redor de mim me davam uma sensação de segurança que eu não sentia há dias, talvez semanas. Mas, mesmo assim, o medo ainda estava ali, como uma sombra persistente, me lembrando de que, apesar da polícia e do alívio temporário, isso estava longe de terminar.
— Eu achei que não fosse te ver de novo — Henrique murmurou no meu ouvido, sua voz ainda trêmula, carregada de uma mistura de alívio e culpa.
Eu o apertei