CLARA
Meu coração batia tão rápido que eu podia sentir o pulso nas minhas têmporas, como se o próprio corpo estivesse tentando me alertar do perigo que se aproximava. A mensagem que eu tinha acabado de receber estava gravada na tela do meu celular: "Sabemos onde você está. E estamos indo." Palavras simples, mas carregadas de um medo paralisante.
Eu estava sozinha. Henrique tinha saído há menos de uma hora, e agora eles estavam vindo. Sabiam onde eu estava, e a polícia, que deveria me proteger,