CLARA
Aquele momento na cafeteria, olhando para Henrique enquanto ele segurava minha mão, trouxe de volta uma onda de sentimentos que eu vinha tentando controlar. Eu ainda o amava. Sempre o amaria. Mas também havia medo, o mesmo medo que me acompanhava há anos, desde que o submundo entrou em nossas vidas. Será que ele realmente havia mudado?
Eu queria acreditar, mas meu coração já havia sido partido antes. Cada vez que ele voltava para o submundo, para aquela vida, era como se o chão desaparece