HENRIQUE
Nos dias seguintes, tudo parecia um borrão. O silêncio da casa era opressor. O vazio deixado por Clara e Sofia me sufocava. Eu me levantei cedo todas as manhãs, tentando fazer algo produtivo, mas sempre me via andando de um lado para o outro, sem direção. Sem elas, nada fazia sentido.
O submundo, que uma vez havia preenchido minha vida de adrenalina e propósito, agora parecia mais uma maldição do que nunca. Eu estava livre, finalmente livre. Mas a que custo? Eu havia matado, manipulado