POV de Apolo
Eu me diverti como nunca naquele dia. Quando voltei para casa, contei ao meu pai tudo o que tinha passado com a minha mãe. Esse dia ficou marcado. Mas o que realmente se marcou em mim foi a conversa que tivemos depois.
Gildo me ouviu com paciência, como sempre, e falou:
— Sua mãe te ama muito. Você nunca pode culpá-la pelo estilo de vida dela.
— Eu sei. Às vezes penso por que ela me deixou aqui com você...
— Porque ela gosta de viver à maneira dela, e nem sempre isso é confiável. Ela preferiu deixar você aqui e sempre vir te ver, sabe que aqui você está seguro e é o melhor pra você. Quando fiz a proposta de trazer ela pra cá comigo, ela disse que só viria se você viesse. Se ela fosse tão desprendida de você, teria te deixado lá com seus avós.
— Não foi a mesma coisa? Não deixou com meus avós, mas quatro anos depois me deixou com alguém que nem é meu parente!
— Você tem mágoas da sua mãe?
— Desculpe, eu não quis dizer isso pra você. Não é meu parente de sangue, mas é o pa