POV Eduard
Quando fechei a porta da minha sala, pela primeira vez naquele dia tive a sensação concreta de que as coisas tinham saído do lugar.
Não porque eu tivesse perdido o controle. Ainda não.
Mas porque o jogo já não obedecia ao ritmo que eu tinha estabelecido.
Sentei na cadeira devagar, afrouxando a gravata com um movimento automático, sentindo a dor latejar no maxilar onde Adrian tinha acertado o golpe. O corte no canto da boca ainda ardia, e aquilo me irritava menos pela dor física do qu