MADISSON
— O que é você? — repeti, o sussurro se tornando um grito na última sílaba.
Kael não piscou. Apenas ficou ali, me encarando como se eu fosse uma equação insolúvel, uma ameaça ou sei lá o quê. Ele não disse nada. Claro que não. O Sr. Mistério não abre a boca para nada que preste.
— Vai, fala! — insisti, meu coração ainda em ritmo de bateria de rock. — Porque eu juro que se você ficar me encarando desse jeito, vou… vou… — minha voz falhou.
— Vai o quê? — ele arqueou uma sobrancelha, como