Clara passou a manhã olhando para o celular.
A mensagem enviada para Ricardo continuava ali.
“Podemos conversar sobre Ricardinho?”
Visualizada.
Sem resposta.
Ela odiou a si mesma por ter conferido tantas vezes. Odiou mais ainda por sentir o coração apertar a cada minuto em que a tela permanecia igual.
Ricardo não precisava dizer nada.
A ausência dele respondia.
E respondia com uma crueldade calma, limpa, quase elegante.
Clara deixou o aparelho sobre a mesa da cozinha e tentou se ocupar. Guardou