Um ano depois.
A vida não tinha se transformado em um conto de fadas.
E talvez essa fosse a melhor parte.
Porque os contos de fadas costumavam terminar quando os problemas acabavam.
A vida real não.
A vida real continuava.
Com alegrias.
Com dores.
Com consequências.
Com escolhas.
E, principalmente, com segundas chances.
Naquela manhã de sábado, Ricardinho corria pelo jardim da mansão Santos.
Os médicos haviam liberado todas as atividades meses antes.
Nenhuma sequela.
Nenhuma limitação.
Apenas a