A biblioteca do Sr. Augusto cheirava a charutos antigos e mogno polido. Ele estava sentado em sua poltrona de couro, com Mariana ao seu lado, servindo chá como a neta perfeita que ele nunca teve. Ao nos ver entrar sem ser anunciados, ele franziu a testa.
— Gabriel? — a voz dele era um trovão baixo. — Eu disse que não queria perturbações. Mariana precisa de paz.
— Mariana precisa de um advogado, não de paz — Gabriel respondeu, caminhando até a mesa e jogando o dossiê sobre a superfície de madeir