POV JÚLIA MONTSERRAT
A morte era minha companheira agora.
A cada respiração dolorosa, eu a sentia me puxar para o escuro. Como se o oxigênio fosse pesado demais para os meus pulmões cansados. O ar tinha gosto de hospital frio, estéril e carregado de um silêncio que zumbia nos meus ouvidos.
Mas o fio que me mantinha viva eram meus filhotes. Eles estavam em casa, esperando por mim, e eu não podia deixá-los órfãos de novo.
Eu tinha que sobreviver por eles.
Abri os olhos lentamente. A visão estava