O JULIAN BLACKWOOD
Eu estava encostado na parede fria, minhas mãos manchadas com o sangue de Elena. A cada segundo que passava sem um choro, uma parte da minha alma parecia se apagar. Alistair estava parado a poucos metros, sua bengala de prata firme no chão, mas eu conseguia ver o tremor quase imperceptível em seus dedos. Ele também estava sentindo o peso do momento.
— Se eu a perder, Alistair... — comecei, mas minha voz falhou.
— Você não vai perdê-la, Julian. Ela é uma Moretti. Elas não